O teu colar
voou
na relva fresca...
corremos
à chuva...
fomos
por dentro
onde estavam
versos...
secaram
presos
na porta
do tempo...
Mário M.Carvalho
BEM-VINDOS E ESPERO QUE PASSEM UM MOMENTO DE PRAZER
O luar desconhecido que nos fascina e descobre na penumbra
Nem sempre há luar onde o homem nasce
MENSAGENS
MENSAGENSObrigado, Mário.. É uma honra e um prazer ler o quão bem escreve.
Um abraço
Pedro Abrunhosa
sexta-feira, 4 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
NO CAMPO...
Passando o casario
corremos pelo prado
ouve-se fresca
a água doce
que foge no rio...
entre o arvoredo
de altos pinheiros
recorta-se o granito
escarpado
em diferentes cheiros
e violetas...
preciso do tempo
que esquece
as alvoradas
e trindades
na raíz
que permanece....
Mário M.Carvalho
corremos pelo prado
ouve-se fresca
a água doce
que foge no rio...
entre o arvoredo
de altos pinheiros
recorta-se o granito
escarpado
em diferentes cheiros
e violetas...
preciso do tempo
que esquece
as alvoradas
e trindades
na raíz
que permanece....
Mário M.Carvalho
ATRÁS DO VENTO...
Atrás do vento
num poente
esvoaçado
desaparece
o fogo
lento...
descascado
o corpo
celeste
nasce
em sombras
luarentas...
procura
os nossos
gestos...
Mário M.Carvalho
num poente
esvoaçado
desaparece
o fogo
lento...
descascado
o corpo
celeste
nasce
em sombras
luarentas...
procura
os nossos
gestos...
Mário M.Carvalho
Camisa Amarela - Ary Barroso Composição: Ary Barroso
Encontrei o meu pedaço na avenida
De camisa amarela
Cantando a Florisbela, a Florisbela
Convidei-o a voltar pra casa
Em minha companhia
Exibiu-me um sorriso de ironia
E desapareceu no turbilhão da galeria
Não estava nada bom
O meu pedaço na verdade
Estava bem mamado
Bem chumbado, atravessado
Foi por aí cambaleando
Se acabando num cordão
Com um reco-reco na mão
Mais tarde encontrei
Num café zurrapa
Do Largo da Lapa
Folião de raça
bebendo o quinto copo de cachaça
Isso não é chalaça
Voltou às sete horas da manhã
Mas só da quarta-feira
Cantando A Jardineira, oi, A Jardineira
Me pediu ainda zonzo
Um copo d'água com bicarbonato
O meu pedaço estava ruim de fato
Pois caiu na cama
E não tirou nem o sapato
roncou uma semana
Acordou mal humorado
Quis brigar comigo
Que perigo, mas não ligo!
O meu pedaço me fascina
Me domina, ele é o tal
Por isso não leve a mal
Pegou a camisa, a camisa amarela
E botou fogo nela
Gosto dele assim
Passou a brincadeira
E ele é pra mim
O meu Sinhô do Bonfim
domingo, 27 de fevereiro de 2011
NOS DEGRAUS DO PRÉDIO...
O final de dia
a ouvir música
ler um livro...
ouve-se Maná
o encanto latino
uma recarga...
talvez se leia Agualusa
delicioso, directamente
de Angola...
encostado no sofá
do lado de fora
a devorar-me
a noite...
também dormem
nos degraus
do prédio...
Mário M.Carvalho
a ouvir música
ler um livro...
ouve-se Maná
o encanto latino
uma recarga...
talvez se leia Agualusa
delicioso, directamente
de Angola...
encostado no sofá
do lado de fora
a devorar-me
a noite...
também dormem
nos degraus
do prédio...
Mário M.Carvalho
QUANTOS ANOS TENHO...
Ao mesmo tempo
que leio as horas
em perspectiva
escrevo
a voz da cidade
com uma caligrafia
que treme...
atrás de mim
imagino pássaros
que giram
em volta do sol
como insectos
que dançam
nas lâmpadas
do quintal...
árvores com neve
em todas as janelas
e um café
servido à lareira...
sem saber ao certo
quantos anos
tenho...
Mário M.Carvalho
que leio as horas
em perspectiva
escrevo
a voz da cidade
com uma caligrafia
que treme...
atrás de mim
imagino pássaros
que giram
em volta do sol
como insectos
que dançam
nas lâmpadas
do quintal...
árvores com neve
em todas as janelas
e um café
servido à lareira...
sem saber ao certo
quantos anos
tenho...
Mário M.Carvalho
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
PORTO...
Nos meus pés
passam as tuas ruas
ainda vejo casas
e um esqueleto
de granito e tijolos
emparedados....
és um cemitério
de história
em cada rua
ficaram de pé
à espera
de uma sepultura
algemados...
carcaças
de vidro...
pedaços de morte
presente...
indiferente...
Mário M.Carvalho
passam as tuas ruas
ainda vejo casas
e um esqueleto
de granito e tijolos
emparedados....
és um cemitério
de história
em cada rua
ficaram de pé
à espera
de uma sepultura
algemados...
carcaças
de vidro...
pedaços de morte
presente...
indiferente...
Mário M.Carvalho
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
UM DIA...
Hei-de voltar
repetido
no destino
desenganado
e sustido...
no patamar
ficou
o meu rascunho
que te deixei
delido...
pintei
a única estrela
que não se via...
esgotei
os meus olhos...
um dia...
Mário M.Carvalho
repetido
no destino
desenganado
e sustido...
no patamar
ficou
o meu rascunho
que te deixei
delido...
pintei
a única estrela
que não se via...
esgotei
os meus olhos...
um dia...
Mário M.Carvalho
sábado, 19 de fevereiro de 2011
MARÉ SUBMERSA...
Corre o mar
nas minhas veias
areais escondidos
nas falésias...
águas a rastejar
carícias nuas
de espumas frágeis
nas conchas vazias....
mítico lamento do dia
em turquesa
dourado
que foge
lívido...
corais de prata
o luar do desejo
ancorado
nas algas e medusas
a maré
submersa...
nas minhas veias...
Mário M.Carvalho
nas minhas veias
areais escondidos
nas falésias...
águas a rastejar
carícias nuas
de espumas frágeis
nas conchas vazias....
mítico lamento do dia
em turquesa
dourado
que foge
lívido...
corais de prata
o luar do desejo
ancorado
nas algas e medusas
a maré
submersa...
nas minhas veias...
Mário M.Carvalho
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
SEREI EM TI...
Serei em ti
a seda
que voa no teu sorriso...
beijo do nosso abraço
permanente...
um sinal
aberto em pleno espaço..
a chama insaciável
que flutua
transparente...
Mário M.Carvalho
a seda
que voa no teu sorriso...
beijo do nosso abraço
permanente...
um sinal
aberto em pleno espaço..
a chama insaciável
que flutua
transparente...
Mário M.Carvalho
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
SABOR A FRIO...
As frases que me fugiram
entre sonhos devorados
os silêncios que se ouviram
em negros e tristes fados...
ouvi um verso parar
na memória que ficou
era alguém que veio amar
um pássaro levantou...
na escarpa de algum moinho
de nuvens altas e pastos
onde o vento vem sozinho...
longe, ainda, canta o rio
a tropeçar nos socalcos
soubesse eu sabor a frio...
Mário M.Carvalho
entre sonhos devorados
os silêncios que se ouviram
em negros e tristes fados...
ouvi um verso parar
na memória que ficou
era alguém que veio amar
um pássaro levantou...
na escarpa de algum moinho
de nuvens altas e pastos
onde o vento vem sozinho...
longe, ainda, canta o rio
a tropeçar nos socalcos
soubesse eu sabor a frio...
Mário M.Carvalho
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
SEM FADIGA...
Sem fadiga
no acaso
inquieta na retina
uma dormente
vertigem
que se elide
no meu desmaio
[vibra] sem dor...
inútil
a minha lucidez
na gruta das sombras
escureceram
medos...
derrete-se a cor
na luz da névoa
celeste..
ainda vejo
um raio
que foge das trevas
[terrestre]...
quero segui-lo
com os meus dedos...
Mário M.Carvalho
no acaso
inquieta na retina
uma dormente
vertigem
que se elide
no meu desmaio
[vibra] sem dor...
inútil
a minha lucidez
na gruta das sombras
escureceram
medos...
derrete-se a cor
na luz da névoa
celeste..
ainda vejo
um raio
que foge das trevas
[terrestre]...
quero segui-lo
com os meus dedos...
Mário M.Carvalho
sábado, 12 de fevereiro de 2011
NA MÁSCARA DA CIDADE...
As palavras diluídas
na madrugada...
na máscara da cidade
desencontrada...
esquinas sem luz
forradas de azulejo
nas noites
acordadas...
vibrações exaustas
nos fantasmas crús
metamorfoses de led
irradiadas...
brilham corpos
de água
lado a lado
nas gotas
suadas...
Mário M.Carvalho
na madrugada...
na máscara da cidade
desencontrada...
esquinas sem luz
forradas de azulejo
nas noites
acordadas...
vibrações exaustas
nos fantasmas crús
metamorfoses de led
irradiadas...
brilham corpos
de água
lado a lado
nas gotas
suadas...
Mário M.Carvalho
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
NA CINZA DOS SEGREDOS...
Ela esqueceu-se
do ouvido dele
na almofada....
ela sonhava
indiferente,
nem amor
vegetal...
incandescente,
ele procurava
amor
carnal...
os lábios abolidos
talvez beijassem
os silêncios despidos
na cinza dos segredos...
Mário M.Carvalho
do ouvido dele
na almofada....
ela sonhava
indiferente,
nem amor
vegetal...
incandescente,
ele procurava
amor
carnal...
os lábios abolidos
talvez beijassem
os silêncios despidos
na cinza dos segredos...
Mário M.Carvalho
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
UMA VAGA NO ABISMO...
Ouvia no tempo
lábios que murmuram
nas dunas
ausências no vento
e espumas...
manchas de olhares
que sangram mar...
braços de espinhos
a rasgar a bruma
afadigados
[desesperavam]...
uma vaga no abismo
e lá ficavam [amados]...
Mário M.Carvalho
lábios que murmuram
nas dunas
ausências no vento
e espumas...
manchas de olhares
que sangram mar...
braços de espinhos
a rasgar a bruma
afadigados
[desesperavam]...
uma vaga no abismo
e lá ficavam [amados]...
Mário M.Carvalho
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
MAIS ALÉM...
Não me chorem
dores e lamentos...
a minha felicidade
transborda
a minha margem...
por momentos...
basta um olhar
padecente imagem
à porta de alguém
e caio inserto
mais além...
disperso
porém...
Mário M.Carvalho
dores e lamentos...
a minha felicidade
transborda
a minha margem...
por momentos...
basta um olhar
padecente imagem
à porta de alguém
e caio inserto
mais além...
disperso
porém...
Mário M.Carvalho
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
NO DESTINO DO MAR...
No destino do mar
o barco vagueava
como criança perdida
espreitava...
rumos cegos
equívocos
na maré do luar...
desfazem-se ao longe
nas ondas
e nas sombras...
Mário M.Carvalho
espreitava...
rumos cegos
equívocos
na maré do luar...
desfazem-se ao longe
nas ondas
e nas sombras...
Mário M.Carvalho
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
VOO ARDENTE...
Na boca a vontade de um beijo
um corpo crescente...
despe-se uma rosa
uma mão inocente
na sombra do desejo
o olhar sôfrego
dos seios brancos
um suspiro lento
no voo ardente
desenhado no vento...
Mário M.Carvalho
um corpo crescente...
despe-se uma rosa
uma mão inocente
na sombra do desejo
o olhar sôfrego
dos seios brancos
um suspiro lento
no voo ardente
desenhado no vento...
Mário M.Carvalho
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
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