BEM-VINDOS E ESPERO QUE PASSEM UM MOMENTO DE PRAZER

O luar desconhecido que nos fascina e descobre na penumbra











Nem sempre há luar onde o homem nasce







MENSAGENS


MENSAGENS

Obrigado, Mário.. É uma honra e um prazer ler o quão bem escreve.

Um abraço

Pedro Abrunhosa





domingo, 26 de junho de 2011

OUTRAS PALAVRAS...

lembrei-me de ti
trouxe um pouco
de sumo do teu cheiro...

vou passar
muitas horas
aqui...

levo
outras palavras
para te oferecer...

Mario M.Carvalho

terça-feira, 21 de junho de 2011

AS PORTAS JÁ NÃO SE ABREM

Há uma porta no teu olhar
que eu nao abri
e um infinito
que nao vi...

Lidador, diz a voz feminina
do gps do Metro
abrem-se as portas
semi-automáticas...

ficou ali um gato
num telhado castanho
a ver partir a dona...

as mulheres não trazem olhos
vêm com óculos de sol,
escondem-se
olhares comprometidos,
as portas já nao se abrem...

Mario M.Carvalho

terça-feira, 31 de maio de 2011

UM DESEJO...

Ainda tenho uma viagem
que não pedi
mas que será sempre minha
não na hora
que mais me custar
como aos outros
mas não hora
que eu a desejar....

Mário M.Carvalho

sábado, 28 de maio de 2011

SER ESPECIAL É...


Ser especial é saber amar
Ser especial é saber sentir
Ser especial é não ignorar
Ser especial é Ser humano
Ser especial é saber ajudar
Ser especial é aprender a sorrir
Ser especial é saber partilhar
Ser especial é não desistir

Ser especial é a diferença de ser igual...

Mário M.Carvalho

Enquadrado no apoio à deficiência em Portugal

sexta-feira, 27 de maio de 2011

SE TE ENCONTREI...

Não sei em que parte fiquei
só existe a tua ausência
acaso estejas
no mesmo lugar
fico,
se te encontrei...

ainda tenho folhas soltas
onde cabem  palavras
que não dissemos...

não se perde um amor
escondido no tempo
nem se sente o fim
além da dor...

Mário M. Carvalho

domingo, 24 de abril de 2011

E VIERAM...

Abre-se a flor
do girassol

precipita-se
o calor...

espreitam
as árvores
sobre as águas...

e vieram todas
as cores
sobre o dia...

esfarrapadas
e sangradas
sobre o Homem...

Mário M.Carvalho

sexta-feira, 22 de abril de 2011

DESFIGURADOS...

No meu descuido
vejo-te passar
já me desfaço...

fugiste de não te ver
subverte-me o vento
entre a paixão...

quero alongar
o que te escrevo
sobrei apenas eu
desesperado...

não houve intenção
e veio a chuva
que corria dos teus olhos...

desfigurados
percorremos
a primavera...

Mário M.Carvalho

sexta-feira, 8 de abril de 2011

ASSIM MESMO...

Assim mesmo
que ficar de noite
posso descer
além dos teus braços
despir-me
no teu peito...

assim mesmo
abraço as tuas pernas
deito
o teu corpo...

extasiada
absorves
prazer...

assim mesmo
quero
tudo
de ti...

quando
te estou
a comer...

Mário M.Carvalho

quarta-feira, 23 de março de 2011

INACABADO...

Semivivo
onde escapam
vozes
que se confundem
nas margens impessoais
resta o que vejo
fugir em sombras
cristais inacabados
à procura de sendas
desertas
lâminas de fogo
reflexos e lendas...

Mário M.Carvalho

quarta-feira, 16 de março de 2011

HÁ PALAVRAS...

A resposta
abandonada
mergulha
num aquário
onde passam
olhares interrogados...

ouvem-se franjas
distorcidas...

há palavras
que foram
rasgadas...

Mário M.Carvalho

sexta-feira, 11 de março de 2011

QUANDO...

Quando
o tudo
e o nada
pode passar...

ou se vê
o horizonte
descobrir
praias perdidas
corpos
de suor doce...

na vertigem
que nos devolve...

Mário M.Carvalho

quinta-feira, 10 de março de 2011

A CHEIRAR A VIDA...

Detesto poemas
adormecidos...

prefiro
os que têm
homens e mulheres
lá dentro
com sangue
corpos que se cruzam
com a natureza
e o universo...

a cheirar a vida...

Mário M.Carvalho

terça-feira, 8 de março de 2011

UM PÁSSARO DANÇA...

Um pássaro
dança
na tua mão...

o luar
não se cansa...

atravessou
o teu corpo
despido
salpicado
de todas
as cores
em laudas
desfolhado...

onde me guarda
inteiro ...

Mário M.Carvalho

sexta-feira, 4 de março de 2011

NA PORTA DO TEMPO...

O teu colar
voou
na relva fresca...

corremos
à chuva...

fomos
por dentro
onde estavam
versos...

secaram
presos
na porta
do tempo...

Mário M.Carvalho

quarta-feira, 2 de março de 2011

NO CAMPO...

Passando o casario
corremos pelo prado
ouve-se fresca
a água doce
que foge no rio...

entre o arvoredo
de altos pinheiros
recorta-se o granito
escarpado
em diferentes cheiros
e violetas...

preciso do tempo
que esquece
as alvoradas
e trindades
na raíz
que permanece....

Mário M.Carvalho

ATRÁS DO VENTO...

Atrás do vento
num poente
esvoaçado
desaparece
o fogo
lento...

descascado
o corpo
celeste
nasce
em sombras
luarentas...

procura
os nossos
gestos...

Mário M.Carvalho

[Som Brasil Ary Barroso] Casuarina - Camisa Amarela

Camisa Amarela - Ary Barroso Composição: Ary Barroso

Encontrei o meu pedaço na avenida

De camisa amarela

Cantando a Florisbela, a Florisbela

Convidei-o a voltar pra casa

Em minha companhia

Exibiu-me um sorriso de ironia

E desapareceu no turbilhão da galeria

Não estava nada bom

O meu pedaço na verdade

Estava bem mamado

Bem chumbado, atravessado

Foi por aí cambaleando

Se acabando num cordão

Com um reco-reco na mão

Mais tarde encontrei

Num café zurrapa

Do Largo da Lapa

Folião de raça

bebendo o quinto copo de cachaça

Isso não é chalaça

Voltou às sete horas da manhã

Mas só da quarta-feira

Cantando A Jardineira, oi, A Jardineira

Me pediu ainda zonzo

Um copo d'água com bicarbonato

O meu pedaço estava ruim de fato

Pois caiu na cama

E não tirou nem o sapato

roncou uma semana

Acordou mal humorado

Quis brigar comigo

Que perigo, mas não ligo!

O meu pedaço me fascina

Me domina, ele é o tal

Por isso não leve a mal

Pegou a camisa, a camisa amarela

E botou fogo nela

Gosto dele assim

Passou a brincadeira

E ele é pra mim

O meu Sinhô do Bonfim

domingo, 27 de fevereiro de 2011

NOS DEGRAUS DO PRÉDIO...

O final de dia
a ouvir música
ler um livro...

ouve-se Maná
o encanto latino
uma recarga...

talvez se leia Agualusa
delicioso, directamente
de Angola...

encostado no sofá
do lado de fora
a devorar-me
a noite...

também dormem
nos degraus
do prédio...

Mário M.Carvalho

QUANTOS ANOS TENHO...

Ao mesmo tempo
que leio as horas
em perspectiva
escrevo
a voz da cidade
com uma caligrafia
que treme...

atrás de mim
imagino pássaros
que giram
em volta do sol
como insectos
que dançam
nas lâmpadas
do quintal...

árvores com neve
em todas as janelas
e um café
servido à lareira...

sem saber ao certo
quantos anos
tenho...

Mário M.Carvalho

Póvoa de Varzim

Póvoa de Varzim

Covilhã

Covilhã

Coimbra

Coimbra