O teu olhar escreve
o doce nas palavras
que os teus lábios
desenham...
no teu sorriso
emanam perfumes
de todos os néctares
que te escorrem da alma...
em voos delirantes
solta-se a esperança
do teu corpo...
ainda brilham
poemas
que sentimos...
o mesmo encanto
das aves
que passam...
onde ficámos...
Mário M.Carvalho
BEM-VINDOS E ESPERO QUE PASSEM UM MOMENTO DE PRAZER
O luar desconhecido que nos fascina e descobre na penumbra
Nem sempre há luar onde o homem nasce
MENSAGENS
MENSAGENSObrigado, Mário.. É uma honra e um prazer ler o quão bem escreve.
Um abraço
Pedro Abrunhosa
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
UM MENINO POBRE
Nasceu um menino
numa terra sem fim
filho do pôr-do-sol
era fresco como a terra escura e húmida
coberta de flores...
uma pétala azul
as manhãs passavam
no meio daquela chuva míuda
por ali brincava, corria
sempre descalço
na lama
não sabia que tinha de ir à escola
a fome vestia-o de frio
o menino não sabia que crescia
e que os seus braços
se transformavam em asas
e poderia voar
e aquela menina
que brincava com ele
e lhe dizia que ele havia de ser grande
fê-lo sentir-se alguém
o futuro era desconhecido
mas a esperança
só tinha um sentido
lutar pela mudança
Mário M.Carvalho - 1990 ( humanamente social)
numa terra sem fim
filho do pôr-do-sol
era fresco como a terra escura e húmida
coberta de flores...
uma pétala azul
as manhãs passavam
no meio daquela chuva míuda
por ali brincava, corria
sempre descalço
na lama
não sabia que tinha de ir à escola
a fome vestia-o de frio
o menino não sabia que crescia
e que os seus braços
se transformavam em asas
e poderia voar
e aquela menina
que brincava com ele
e lhe dizia que ele havia de ser grande
fê-lo sentir-se alguém
o futuro era desconhecido
mas a esperança
só tinha um sentido
lutar pela mudança
Mário M.Carvalho - 1990 ( humanamente social)
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
POVO CANSADO...
não nasci
para ter de viver
como até aqui
onde não há comer
isto não anda
a roda não gira
porque o povo não manda
diziam que eramos nós
que não sabiamos
trabalhar
mas eles é que não sabem
mandar
e enchem todos os bolsos
andam todos a roubar
e só nos deixam os caroços
está na hora de saírem
o povo já não os quer lá
veio tudo para a rua
não voltem mais para cá
o povo quer estar na sua
quer trabalho
e ter ordenado
não quer mais este baralho
o povo já está cansado...
Mário M.Carvalho
para ter de viver
como até aqui
onde não há comer
isto não anda
a roda não gira
porque o povo não manda
diziam que eramos nós
que não sabiamos
trabalhar
mas eles é que não sabem
mandar
e enchem todos os bolsos
andam todos a roubar
e só nos deixam os caroços
está na hora de saírem
o povo já não os quer lá
veio tudo para a rua
não voltem mais para cá
o povo quer estar na sua
quer trabalho
e ter ordenado
não quer mais este baralho
o povo já está cansado...
Mário M.Carvalho
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
FLOR DO TEU CAMPO...
Foi nessa planície
verde e transparente
que um pastor
me ensinou a cantar
com as carricinhas
entre as papoilas...
como adoro o teu canto
e fomos ver o teu ninho...
passam abelhas
e borboletas
de todas as cores,
quanto perfume
emana nesse calor
derretido....
eu vivi no teu campo
carricinha,
entre narcisos
e rosmaninhos
com joaninhas...
foi aí que a conheci
perto de ti carricinha...
era uma flor que eu colhi
com mil cuidados...
ainda é a mesma flor
e sabe ao mesmo perfume...
só as tuas flores
são sempre iguais
como o teu canto...
eu quero sentir a mesma flor
e ouvir o teu canto
eu só quero esse amor...
Mário M.Carvalho
verde e transparente
que um pastor
me ensinou a cantar
com as carricinhas
entre as papoilas...
como adoro o teu canto
e fomos ver o teu ninho...
passam abelhas
e borboletas
de todas as cores,
quanto perfume
emana nesse calor
derretido....
eu vivi no teu campo
carricinha,
entre narcisos
e rosmaninhos
com joaninhas...
foi aí que a conheci
perto de ti carricinha...
era uma flor que eu colhi
com mil cuidados...
ainda é a mesma flor
e sabe ao mesmo perfume...
só as tuas flores
são sempre iguais
como o teu canto...
eu quero sentir a mesma flor
e ouvir o teu canto
eu só quero esse amor...
Mário M.Carvalho
PÉTALAS DE SOL...
Tenho um barco
dentro de mim
com pétalas de sol
que ficaram
presas no meu olhar...
pétalas de sol
esfumadas
nas pupilas feridas...sem ar
a compasso
mordo o pão...
espero
o barco do meu corpo
preso ao chão...
uma ponte
Mário M.Carvalho
dentro de mim
com pétalas de sol
que ficaram
presas no meu olhar...
pétalas de sol
esfumadas
nas pupilas feridas...sem ar
a compasso
mordo o pão...
espero
o barco do meu corpo
preso ao chão...
uma ponte
corta o rio...
flutua no meu olhar...
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
ONDE SOMOS NUS...
Ouvir suave o teu corpo
brancas rosas
entre as nossas mãos
no espaço das palavras...
onde somos nus
devagar...
gestos de pele
e suor quente
tecem a sede...
arquejam reflexos
entre os astros
serenos...
declaramos nos olhos
o silêncio
prometido...amanhecemos
onde somos nus...
Mário M.Carvalho
brancas rosas
entre as nossas mãos
no espaço das palavras...
onde somos nus
devagar...
gestos de pele
e suor quente
tecem a sede...
arquejam reflexos
entre os astros
serenos...
declaramos nos olhos
o silêncio
prometido...amanhecemos
onde somos nus...
Mário M.Carvalho
domingo, 2 de janeiro de 2011
NO MEU FUNDO...
Senti as pernas presas
uma fundura
de ossos mastigados
em cicatrizes abertas...
fontes abandonadas
com a minha água
secou neste fogo
que me arde as pernas...
raízes arrancadas
com navalhas...
queria soltar as mãos
ardentes...transparentes...
e todos os espinhos
que ficaram...imundos
cravados no meu fundo...
Mário M.Carvalho
uma fundura
de ossos mastigados
em cicatrizes abertas...
fontes abandonadas
com a minha água
secou neste fogo
que me arde as pernas...
raízes arrancadas
com navalhas...
queria soltar as mãos
ardentes...transparentes...
e todos os espinhos
que ficaram...imundos
cravados no meu fundo...
Mário M.Carvalho
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
AMA-SE ALGUÉM...
Passa por uma brecha
a ponta de luz
arqueada
que se levanta...nua
abstracta...
sangra poesia...lua
a mesma dor...
o seu adejo
sem cor...
no vento que levanta
a areia...em maresia...
peixe no silêncio
das águas
que se fundem
suspensas no olhar
nocturno...e mais além...
bebe-se o mar
ama-se alguém...
Mário M.Carvalho
a ponta de luz
arqueada
que se levanta...nua
abstracta...
sangra poesia...lua
a mesma dor...
o seu adejo
sem cor...
no vento que levanta
a areia...em maresia...
peixe no silêncio
das águas
que se fundem
suspensas no olhar
nocturno...e mais além...
bebe-se o mar
ama-se alguém...
Mário M.Carvalho
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
TU CONSEGUES...
Um manual. Uma memória
tu consegues.
uma promessa que nasce...
passo a passo
a força aparece...
esfuziante
nem sempre
brilhante
tu consegues.
tudo é possível
se estás disponível...
último dia
como o primeiro
pouco a pouco
alguém respondia :
Um manual.Uma vitória !
Mário M.Carvalho
tu consegues.
uma promessa que nasce...
passo a passo
a força aparece...
esfuziante
nem sempre
brilhante
tu consegues.
tudo é possível
se estás disponível...
último dia
como o primeiro
pouco a pouco
alguém respondia :
Um manual.Uma vitória !
Mário M.Carvalho
DEPOIS DO DESEJO...
Esqueceu-se a tarde
esqueceu-se a noite
fugimos descalços
depois do desejo...
nas horas escuras
apenas os traços
que nos desejam...
pedras de sal
que nos cegam...
depois do desejo
despe-se o dia
que já não vejo...
Mário M. Carvalho
esqueceu-se a noite
fugimos descalços
depois do desejo...
nas horas escuras
apenas os traços
que nos desejam...
pedras de sal
que nos cegam...
depois do desejo
despe-se o dia
que já não vejo...
Mário M. Carvalho
sábado, 18 de dezembro de 2010
UM INSTANTE DISPERSO...
Nas palavras rasgadas
que se soltam
entre olhares vagos...
silhuetas esfumadas
nos lençois
desertos...
paixão
esquecida
lembrança submersa
foragida...
volta
dispersa...
um instante
perdido
distante....
Mário M.Carvalho
que se soltam
entre olhares vagos...
silhuetas esfumadas
nos lençois
desertos...
paixão
esquecida
lembrança submersa
foragida...
volta
dispersa...
um instante
perdido
distante....
Mário M.Carvalho
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
SÓ UM VERSO...
Caí na tarde calma
dos teus braços
onde as ondas
dançam
e o mar vai e vem
em pedaços...
o teu corpo
de raios de sol
que se abrem...
nascem aves
brancas
em voos que ardem...
nada importa
na melodia do tempo
nem a chuva
nem o silêncio...
só um verso
um momento...
Mário M.Carvalho
dos teus braços
onde as ondas
dançam
e o mar vai e vem
em pedaços...
o teu corpo
de raios de sol
que se abrem...
nascem aves
brancas
em voos que ardem...
nada importa
na melodia do tempo
nem a chuva
nem o silêncio...
só um verso
um momento...
Mário M.Carvalho
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
SEM FALAR...
Noites por decifrar
nos meus ouvidos...
a voz a passar
o que não vi....
era o mesmo
à minha revelia
sem nada
não ouvia...
ainda sorria leve
o que ficava
era tão breve...
deixei cair o mar
naufraguei o horizonte
alguém passou
sem falar....
Mário M.Carvalho
nos meus ouvidos...
a voz a passar
o que não vi....
era o mesmo
à minha revelia
sem nada
não ouvia...
ainda sorria leve
o que ficava
era tão breve...
deixei cair o mar
naufraguei o horizonte
alguém passou
sem falar....
Mário M.Carvalho
domingo, 12 de dezembro de 2010
LIU XIAOBO
No teu segredo
escondem-se pilhas de mortos
e as mordaças dos que nascem...
Liu na paz
de todos os choros
sem muralhas
que te sofoquem...
longos os dias
que esperamos
nas tuas grades
e olhamos
as serpentes que
te enrolam....
Mário M.Carvalho
escondem-se pilhas de mortos
e as mordaças dos que nascem...
Liu na paz
de todos os choros
sem muralhas
que te sofoquem...
longos os dias
que esperamos
nas tuas grades
e olhamos
as serpentes que
te enrolam....
Mário M.Carvalho
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
ATÉ AO FIM...
Batem horas
dias
entre selvas
e orvalhos de manhãs
que nascem...
noite , outra noite
que vai e volta
no mesmo fio
da madrugada...
guardam
as horas
batem e rebatem
os sinos que nunca
param...
ainda são
os mesmos dias
sem fim
os que voltam...
ficam perto de mim
até ao fim...
Mário M.Carvalho
dias
entre selvas
e orvalhos de manhãs
que nascem...
noite , outra noite
que vai e volta
no mesmo fio
da madrugada...
guardam
as horas
batem e rebatem
os sinos que nunca
param...
ainda são
os mesmos dias
sem fim
os que voltam...
ficam perto de mim
até ao fim...
Mário M.Carvalho
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