BEM-VINDOS E ESPERO QUE PASSEM UM MOMENTO DE PRAZER

O luar desconhecido que nos fascina e descobre na penumbra











Nem sempre há luar onde o homem nasce







MENSAGENS


MENSAGENS

Obrigado, Mário.. É uma honra e um prazer ler o quão bem escreve.

Um abraço

Pedro Abrunhosa





terça-feira, 14 de setembro de 2010

A NUVEM DO SONHO...

A nuvem do sonho
permanece
inventa o que não existe...

inquieta
sobre o chão que fica
não desiste...

sobre ti
desce ao horizonte...

rasga
ultrapassa-te...

sem limites
na espuma do vento...

não desiste...

Mário M.Carvalho

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

ONDE TE ESCONDI...

A luz suave
que se reflecte
nos teus olhos soltos
de brandura...

quero um retrato
uma gravura...

p'lo teu olhar
passa um murmúrio...

será o teu nome ?
eu vou buscá-lo...

tenho um luar
onde quero guardá-lo...

um silêncio
onde te escondi...

um poema
que te escrevi....

Mário M.Carvalho



NÃO ENCONTRA...

Dinâmica, expectativa
novas emoções...percepção...

depois de viver o presente
num desencontro
com o passado...desilusão...

mentalmente selvagem
uma herança desinibida
alguma coragem...

protege-se...culpa-se
não encontra...

Mário M.Carvalho

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

EM FRENTE...

sacudido por convulsões
em sonoras gargalhadas
que trespassam
o sossego da noite...

um devaneio
para espantar
uma grande tristeza
ou um passeio...

caminhava exausto
num labirinto

nunca aprendeu
a olhar p'ra trás
amanhã...o futuro
que nunca temeu...

o deslumbrar
permanente...

abre-se uma janela
invisível...
uma vontade
que não conforta
nem resigna...

olha em frente...

Mário M.Carvalho












quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Joey Calderazzo "Haiku"

NAS MARGENS DO TEU OLHAR...

Nas margens do teu olhar
nasce um poema
que é teu...

só tu sabes ver
o que se abriu
alguém apareceu

nas margens do teu olhar

passou por aqui
essa flor
que nasceu só p'ra ti...

é a única cor
que consegue brilhar

nas margens do teu olhar

é o teu mundo
na tua mão...esse poema
essa flor...

não a deixes secar...

Mário M.Carvalho






SEM VER...

Abre o caminho, fica
vais e vens
larga tudo...

pára
se queres começar
onde ficaste...

não há mais nada
nem além...

só tens
o que nunca deixaste...

abriu-se, sem parar
onde caiu...

sem ver
o que nunca viste
é pior, muito pior
do que sentiste...

Mário M.Carvalho

QUANDO TE ENCONTRAVA...

Sempre estiveste
presente
no meu sentido...

quem mais
te procurava...

passam debaixo
das árvores, caiem folhas
muitas
tudo o que secava...

mas era sempre
na mesma tarde
e na mesma noite...

havia sempre mais,
tudo, tu e eu
quando te encontrava...

no meu sentido ausente
no teu calor presente...

Mário M.Carvalho

DESENCANTO...

Naufragado
na imensidão do vazio
das páginas ocas
que te visitaram...

tinta a mais
palavras a menos...

invisível
entre o que não existe...

o sentido
sem sentido
que persiste...

o encanto
que não aparece
ou o desencanto
que permanece...

um Ser
desordenado
que não te esconde...

Mário M.Carvalho








quarta-feira, 8 de setembro de 2010

INVERNO

Pairam as nuvens, foge o sol
soltam-se as gaivotas, dançam
perto das nuvens, despedem-se do mar...

vem lá tempestade, dizem sempre
debaixo dos alpendres, os sábios do mar...

começa a sentir-se a nortada, nessa tarde
as ondas já não param, a chuva logo anoitece...

tudo em terra, chegou o inverno
e muito depressa , acontece...

chegaram ao fim os dias calmos, perdem-se as horas
o frio não descansa
parece que as cores já não existem, eram raios de sol....

ficamos aqui sentados , o molhe começa a ser batido
não param as vagas , a água quer fugir do mar...

o barulho natural entre os gemidos do vento
as portadas que abanam, os barcos que ficam
areais despidos, tudo tem o seu tempo
p´ra ficar só....o mar...

Mário M. Carvalho


segunda-feira, 6 de setembro de 2010

UM POUCO...

Um pouco de terra
um pouco de sol
basta um pouco de verdade...

um pouco de tudo
será sempre
um pouco de liberdade...

todos querem tudo
eu fico só
escondido em mim...

um pouco de paz
um pouco de vida
tudo o que dei
que ninguém quer...

é só um pouco
de tudo o que sei...

Mário M. Carvalho

domingo, 5 de setembro de 2010

O MEU VOO...

Voo através de mim
nas minhas escarpas
silenciosas...

o mar ao fundo
bate desenfreadamente
em vagas ruidosas...

o vento que me
corta as asas
lança o grito
da minha raiva...

o meu rosto
que passa
e desfalece...

perdem-se as garras
no voo
que se esquece...

vejo que me desfaço
e entrelaço...

Mário M. Carvalho

A MINHA RESPOSTA...

Por aqui e por ali
passam os meus olhos
perdidos em desilusão
era para estar
entre, pelo menos,
eu e alguém
que me falasse aqui...

alarga-se o passo
e ficam as várias perspectivas
cortadas
e recortadas...

se vejo de longe
tudo parece pequeno
e simples...
é sempre maior que eu
o que me espera...

ainda tento sentir
que me falta essa linha
onde se cruzam os oceanos
do pequeno mundo
que eu já não tinha...

mas fico sem espera
nessa dúvida
que não aceita
a minha resposta...

Mário M.Carvalho


sexta-feira, 3 de setembro de 2010

UNIVERSO...

O universo
é mais que um imenso deserto
mais do que todos os mares
com ondas de luz
muitas, muitas cores
que nos perseguem de negro
e se apagam na nossa cruz...

o universo desconhecido
perturbante
interpretado
indefinidamente
em equilíbrios
e fugas...

poderemos ver
além do universo
ou cegarmos
no nosso reverso...

Mário M.Carvalho




quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A NÃO EUROPA...

Nos não caminhos
da in-descoberta
há uma vida dispersa
e inflamada...

rostos incultos
que respiram
indiferença...

é o não caminho
impróprio
numa raíz infestada...

é um não caminhar
entre indecisões
e imprudências...

as in-soluções
nesta derrocada
in-percebida...

a não europa
dos in-competentes.


Mário M.Carvalho



quarta-feira, 1 de setembro de 2010

MENINA ESTÁS À JANELA - tradicional

NÃO SEI...

Não sei
na razão que se esconde
se me descobri
ou fui para longe...

não sei
se ando vestido
porque me observo
no lugar de hoje
dentro dos muros
em que me reservo...

não sei
viver sem mim
passar ao meu lado
navegar no nada
e sentir-me afogado
não ver o meu fim...

não sei
se existiu o meu tempo
ou um corpo a mais
na sombra do vento...

Mário M.Carvalho








terça-feira, 31 de agosto de 2010

HÁ SEMPRE MAIS DOR...

Há sempre mais guerras
há sempre mais fome
e amargura...

há sempre mais desemprego
há sempre mais meninos pobres
e meninas que choram...

há sempre mais mães desesperadas
há sempre mais filhos que sofrem
e solidão...

a menos vem sempre a Humanidade
abandonada...

e sempre menos sorrisos
e sempre mais quem não tem nada...

o sol e a dor
não são da mesma cor...

Mário M.Carvalho





domingo, 29 de agosto de 2010

SER PEDRA E SERRA...

No sossego da montanha
ouve-se a água
que corre persistente...

um eco entre a folhagem
desce a serra
ao de leve
entre as escarpas
ali, expostas
entranhadas na terra
desenhadas no vento
por penas brancas de neve...

uma fria aragem
docemente...

no calor desta manhã
que me chamou
respirei a cidade
nas cores e nos rostos...
simplesmente...

nada secou
as lágrimas e o suor
que salgaram estas pedras,
estas calçadas...

alguém as sofreu
e amou
eternamente...

esse granito
que nos veste de lã
soube esperar no tempo...

quem sonha, sente
pode ser pedra e serra
e sabe ser Covilhã
profundamente...

Mário M.Carvalho

domingo, 8 de agosto de 2010

SOMOS...

O dia que estamos presentes
é o mesmo em que somos nós
ou aquele em não valemos nada

somos tudo no mesmo dia
desde que sabemos quem somos
ou quem nunca seremos...

entre tantas diferenças
não descobrimos
quem somos....

Mário M.Carvalho

Póvoa de Varzim

Póvoa de Varzim

Covilhã

Covilhã

Coimbra

Coimbra