Abre esse livro
procura-te
vê em que página ficaste...
hás-de encontrar
o que perdeste
e recomeçar...
o teu livro
esteve sempre ali
à tua espera
dentro de ti...
continua
na página seguinte
que tu não quiseste ler...
mas está lá o que procuras
bem escrito:
deixa que te descubram!
não feches essa página
e lê a seguinte:
ainda és capaz
de fazer sonhar...
alguém te procura
no teu livro
ainda és capaz de saber amar...
Mário M.Carvalho
BEM-VINDOS E ESPERO QUE PASSEM UM MOMENTO DE PRAZER
O luar desconhecido que nos fascina e descobre na penumbra
Nem sempre há luar onde o homem nasce
MENSAGENS
MENSAGENSObrigado, Mário.. É uma honra e um prazer ler o quão bem escreve.
Um abraço
Pedro Abrunhosa
terça-feira, 2 de novembro de 2010
DESPE-TE DE BRANCO...
Veste-te de branco
na noite escura,
como a vela dum navio
que vem de poente...
chegas a tempo
da noite quente...
dança,
abre o teu encanto...
não percas a noite
que vestes de branco,
serve a tua frescura...
é a ti
que procuram
na noite escura...
despe-te de branco,
sente a noite
que será tua...
Mário M.Carvalho
na noite escura,
como a vela dum navio
que vem de poente...
chegas a tempo
da noite quente...
dança,
abre o teu encanto...
não percas a noite
que vestes de branco,
serve a tua frescura...
é a ti
que procuram
na noite escura...
despe-te de branco,
sente a noite
que será tua...
Mário M.Carvalho
O ESCURECER...
Esforços inúteis
a politeia
é atropelada
ensombrada
dia após dia...
condenados...
não existe
uma eunomia
digna...
pede-se estabilidade
para sofrer
uma democracia
para perder...
entre caminhos
difíceis...
o escurecer...
Mário M.Carvalho
a politeia
é atropelada
ensombrada
dia após dia...
condenados...
não existe
uma eunomia
digna...
pede-se estabilidade
para sofrer
uma democracia
para perder...
entre caminhos
difíceis...
o escurecer...
Mário M.Carvalho
domingo, 31 de outubro de 2010
SEDUÇÃO...
Gestos suaves
um corpo
livre
num andar
que foge
de salto alto...
o perfume...
um baton
doce
da cor das unhas...
o peito
vivo
num decote
rasgado...
um Shiraz
Argentino
e um nocturno
de Chopin...
um sorriso
íntimo...
uma rosa
vermelha
escondida
no olhar...
uma serenata
um poema
em qualquer
luar...
Mário M. Carvalho
um corpo
livre
num andar
que foge
de salto alto...
o perfume...
um baton
doce
da cor das unhas...
o peito
vivo
num decote
rasgado...
um Shiraz
Argentino
e um nocturno
de Chopin...
um sorriso
íntimo...
uma rosa
vermelha
escondida
no olhar...
uma serenata
um poema
em qualquer
luar...
Mário M. Carvalho
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
ESCONDIDOS DO SOL...
o sabor das palavras
que se cruzam
com o vinho de Pécs
entardece o paladar
dos sons
que se adoçam
e se percebem....
na orla do silêncio
desaparece a voz
e a memória áspera
desalinhada
em ruídos surdos...
ouve-se o canto
quebrado
uma derrota abafa-se
brandamente
no som de um violino
distante...
ondas sonoras
que percorrem
os séculos da noite
e se repetem
simetricamente
como o pó
que se desenha
no dobrar
de uma folha de papel...
escondidos do sol
como as serpentes
rostos desinteressados
numa agonia
inapelável...
o vento sacode
os sofrimentos
que se entrelaçam...
Mário M.Carvalho
que se cruzam
com o vinho de Pécs
entardece o paladar
dos sons
que se adoçam
e se percebem....
na orla do silêncio
desaparece a voz
e a memória áspera
desalinhada
em ruídos surdos...
ouve-se o canto
quebrado
uma derrota abafa-se
brandamente
no som de um violino
distante...
ondas sonoras
que percorrem
os séculos da noite
e se repetem
simetricamente
como o pó
que se desenha
no dobrar
de uma folha de papel...
escondidos do sol
como as serpentes
rostos desinteressados
numa agonia
inapelável...
o vento sacode
os sofrimentos
que se entrelaçam...
Mário M.Carvalho
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
INCONSCIENTE...
Está entre as mãos, entre nós
o teu lugar, que me sobra
quando respiro e não vejo
alguém ainda sente
o que ficou para trás
irreversivelmente...
despejei nas palavras
as certezas ignoradas
uma ave errante
de paixões solitárias
com voz no coração
de virtudes sem coragem
para dizer não...
a última essência
uma harmonia livre
sem qualquer glória
que acaba por se perder
inconsciente
e que fica até morrer...
Mário M.Carvalho
o teu lugar, que me sobra
quando respiro e não vejo
alguém ainda sente
o que ficou para trás
irreversivelmente...
despejei nas palavras
as certezas ignoradas
uma ave errante
de paixões solitárias
com voz no coração
de virtudes sem coragem
para dizer não...
a última essência
uma harmonia livre
sem qualquer glória
que acaba por se perder
inconsciente
e que fica até morrer...
Mário M.Carvalho
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
DESAPARECEM...
Ainda aqui estou
no rosto
que se cansa
nessa manhã
de outono...
depois de ver
o sol
que me aperta...
suspenso
entre mim
e o universo...
os olhares
que me perseguem...
só ficam as sombras
que desaparecem...
Mário M.Carvalho
no rosto
que se cansa
nessa manhã
de outono...
depois de ver
o sol
que me aperta...
suspenso
entre mim
e o universo...
os olhares
que me perseguem...
só ficam as sombras
que desaparecem...
Mário M.Carvalho
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
ALMA NUA...
De uma vez
solta
as fúrias
que se desenham
não te percas
dentro de ti
abre as palavras
que te sufocam
desce a madrugada
fria e crua
atravessa
os sobressaltos
despe a tua alma
a vida é nua...
Mário M. Carvalho
solta
as fúrias
que se desenham
não te percas
dentro de ti
abre as palavras
que te sufocam
desce a madrugada
fria e crua
atravessa
os sobressaltos
despe a tua alma
a vida é nua...
Mário M. Carvalho
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
DE VEZ EM QUANDO...
Passa um momento
na folhagem
que se agita
a contemplar o prazer
a desejar
o que sempre
nos fugiu
somos assim
como o vento
e ficamos calados
passamos por nós
de vez em quando
mesmo sabendo
quem somos
choramos
de vez em quando...
Mário M. Carvalho
na folhagem
que se agita
a contemplar o prazer
a desejar
o que sempre
nos fugiu
somos assim
como o vento
e ficamos calados
passamos por nós
de vez em quando
mesmo sabendo
quem somos
choramos
de vez em quando...
Mário M. Carvalho
sábado, 9 de outubro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
SEREI EU ?
neste suspiro
sem fôlego
rasgou-se
a surpresa...
entre véus
de espuma
abriu-se
o sonho...
uma réstia de mim
respirou
um alivio
sem dor
renasceu...
serei eu?
Mário M.Carvalho
sem fôlego
rasgou-se
a surpresa...
entre véus
de espuma
abriu-se
o sonho...
uma réstia de mim
respirou
um alivio
sem dor
renasceu...
serei eu?
Mário M.Carvalho
A MESMA RUA...
Não encontro
a mesma rua
por onde passei...
procuro
incansável
um sinal
uma ponte...
tudo
inconstante
diferente...
a mesma rua...
não sei
já não sei
por onde andei...
Mário M.Carvalho
a mesma rua
por onde passei...
procuro
incansável
um sinal
uma ponte...
tudo
inconstante
diferente...
a mesma rua...
não sei
já não sei
por onde andei...
Mário M.Carvalho
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
UM FIO DE FUMO...
Um vazio
e um nada
que se escondem
entre mim
e Kepler
nas minhas
seis saídas
que se desfazem
em água a correr
como a sua neve...
um fio de fumo
que se estende
em mim
ao de leve...
Mário M.Carvalho
e um nada
que se escondem
entre mim
e Kepler
nas minhas
seis saídas
que se desfazem
em água a correr
como a sua neve...
um fio de fumo
que se estende
em mim
ao de leve...
Mário M.Carvalho
terça-feira, 5 de outubro de 2010
SINESTESIA...
Percebe-se
na tua pele
o teu som,
sinestesia
adormecida
que me transforma
na dor
de não te ver...
respira-se
o teu sabor
entre
palavras
de várias
cores...
um sentido
a mais
no destino
despercebido
que nos afastou...
resta o olhar
que me fixou
num infinito
sem luar...
Mário M.Carvalho
na tua pele
o teu som,
sinestesia
adormecida
que me transforma
na dor
de não te ver...
respira-se
o teu sabor
entre
palavras
de várias
cores...
um sentido
a mais
no destino
despercebido
que nos afastou...
resta o olhar
que me fixou
num infinito
sem luar...
Mário M.Carvalho
terça-feira, 28 de setembro de 2010
NÃO ESPERES...
Não esperes por mim
não me digas
a que horas,
eu sei
porque choras...
é de ti
que preciso,sim
fui eu que fugi...
na penumbra
que me esconde
desapareci...
sem saber
onde vou
não esperes por mim...
Mário M.Carvalho
não me digas
a que horas,
eu sei
porque choras...
é de ti
que preciso,sim
fui eu que fugi...
na penumbra
que me esconde
desapareci...
sem saber
onde vou
não esperes por mim...
Mário M.Carvalho
domingo, 26 de setembro de 2010
ENTRE LUGARES...
Entre lugares
passam nuvens
passam cheiros
o sol e a chuva
passam desejos...
montanhas
desertos
planícies
passam rios...
passam mares
e marés
barcos,muitos navios...
passa o vento
entre nós...
não há longe
nem perto
só o tempo
entre lugares
que nos procuram...
Mário M.Carvalho
passam nuvens
passam cheiros
o sol e a chuva
passam desejos...
montanhas
desertos
planícies
passam rios...
passam mares
e marés
barcos,muitos navios...
passa o vento
entre nós...
não há longe
nem perto
só o tempo
entre lugares
que nos procuram...
Mário M.Carvalho
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
SEM AURORA...
Fecha-se um sorriso
desenterra-se
a inquietude...
pairam
desesperos
amorfos,
soluçam
num choro
escuro...
emalhado
numa barga
perdida,
um alento
de longe
quer ouvir-se...
um despertar
sem aurora...
sem manhã
sem dia
nem hora...
Màrio M.Carvalho
desenterra-se
a inquietude...
pairam
desesperos
amorfos,
soluçam
num choro
escuro...
emalhado
numa barga
perdida,
um alento
de longe
quer ouvir-se...
um despertar
sem aurora...
sem manhã
sem dia
nem hora...
Màrio M.Carvalho
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
ÀS VEZES FICO SÓ...
Sabem
eu às vez fico só...
num sorriso
de menino
que guardei...
ninguém me ouve...
releio-me
do princípio
ao fim...
é o meu jogo
nos trunfos
que perdi...
desligo a música
e bebo,
afasto-me
ao abandono...
vejo que ainda
não cheguei,
espero por mim...
sabem
não gosto
de ficar só...
Mário M.Carvalho
eu às vez fico só...
num sorriso
de menino
que guardei...
ninguém me ouve...
releio-me
do princípio
ao fim...
é o meu jogo
nos trunfos
que perdi...
desligo a música
e bebo,
afasto-me
ao abandono...
vejo que ainda
não cheguei,
espero por mim...
sabem
não gosto
de ficar só...
Mário M.Carvalho
terça-feira, 14 de setembro de 2010
EU HEI-DE ME LEMBRAR...
Eu hei-de me lembrar
de te amar
nas dunas desertas
que não conheço...
eu hei-de caminhar
entre o sal
do nosso mar...
eu hei-de me lembrar
de te amar
num verso
que adormeceu...
eu hei-de procurar
na tua espera
um lugar
onde não fui...
eu hei-de não voltar
na alma
de quem partiu...
eu hei-de me lembrar
de te amar...
Mário M.Carvalho
de te amar
nas dunas desertas
que não conheço...
eu hei-de caminhar
entre o sal
do nosso mar...
eu hei-de me lembrar
de te amar
num verso
que adormeceu...
eu hei-de procurar
na tua espera
um lugar
onde não fui...
eu hei-de não voltar
na alma
de quem partiu...
eu hei-de me lembrar
de te amar...
Mário M.Carvalho
AS PALAVRAS QUE ESQUECI...
Eu aprendi
as palavras
que secaram
no precipício do tempo...
queria cantar
os sons
que dançavam
no teu corpo....
passei sem parar
na rua
em que não te via...
alcança-me
a tortura
na minha fuga...
descalça-me
o sentir
num pesadelo...
queria as palavras
que esqueci...
que perdi sem rasto
de mim....
Mário M.Carvalho
as palavras
que secaram
no precipício do tempo...
queria cantar
os sons
que dançavam
no teu corpo....
passei sem parar
na rua
em que não te via...
alcança-me
a tortura
na minha fuga...
descalça-me
o sentir
num pesadelo...
queria as palavras
que esqueci...
que perdi sem rasto
de mim....
Mário M.Carvalho
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